TERRA DOS BACOS VACANTES


24/01/2006


 BACO DOENTE DE CARAVAGGIO

 

 

A droga

 

A poesia é refúgio.

Não tem o poder transformador de outrora,

nem a magia necessária para reerguer a vida.

Algumas vidas não valem, outras menos.

E o olhar classe média e pequeno-burguesa

Não tem condições de avaliar.

 

A arte não vai redimir o mundo.

Mas arte é arte, mas não é pela arte.

Então só nos resta criar formas de suicídio.

Quem não tem drogas que se poetize....

 

A droga (de poesia)  é forma de luta:

Bomba do terceiro mundo.

Logo, Ópio neles!!!!

 

 

Se a poesia é retrato

Está velha e perdeu força,

De que me adianta sentir o mundo?

Quem vai ler este sentimento?

Que ira (IRA) te provoca?

Não. É coloquial demais...

Escrito por LUIZ OTÁVIO CORRÊA às 19h37
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